Diz um antigo livro judaico, o Zohar, que em cada palavra brilham muitas luzes – Lyslei Nascimento



Dra. Lyslei Nascimento

Em “Retrato” [poema do livro Filhos da pedra], Evaldo Balbino compõe imagens, traços, moldura do que se guardou na memória. Entre o silêncio do esquecimento e a lembrança, guarda-se no verbo sabores e saberes. [Em “Moinho”, poema do livro Moinho, ] O rancho pequeno, o fubá dourado, os milhos fartos são suaves melancolias. O moinho destituído desse arrolamento saudoso de coisas simples é uma pedra. Se o passado vive de passos e de vozes, sem pessoas e sem canções não há poesia. Se o tempo não para, além da pedra existe a palavra triturada no moinho da poesia.

(Dra. Lyslei Nascimento. “Diz um antigo livro judaico, o Zohar, que em cada palavra brilham muitas luzes. In: Revista Magis – Cadernos de fé e cultura, número 46, setembro de 2004, ISSN nº 1676-7748, p. 46-53.)